Neste projeto, o desafio era claro, desenvolver uma pintura cromática que desse identidade a um espaço até então neutro.

A proposta passou por criar contraste, profundidade e equilíbrio visual através da cor, uma solução simples na aparência, mas que exige planeamento técnico rigoroso para garantir um resultado harmonioso e duradouro.

A escolha cromática foi definida pela Inês Aires Pereira, que procurava fugir ao convencional e assumir uma combinação mais ousada e cheia de personalidade. A intenção não era apenas pintar, mas transformar a atmosfera do espaço.

O teto ganhou um tom pêssego, trazendo luminosidade, leveza e uma sensação de conforto imediato. Esta escolha permitiu suavizar o ambiente e criar uma base visual acolhedora. Já a aplicação do verde na parte inferior da parede introduziu contraste, estrutura e profundidade, desenhando o espaço e conferindo-lhe uma identidade forte e contemporânea.

A conjugação destas duas tonalidades criou um equilíbrio visual marcante, dinâmico, mas sofisticado. A divisão cromática não só acrescenta carácter como também altera a perceção das proporções, tornando o ambiente mais envolvente e expressivo.

O resultado é um espaço com presença.
Um ambiente que deixou de ser neutro para passar a comunicar estilo, intenção e personalidade.

Esta intervenção demonstra que a cor, quando pensada estrategicamente e aplicada com rigor, deixa de ser apenas um detalhe decorativo e torna-se um verdadeiro elemento estruturante do projeto.

Mais do que uma pintura, foi uma afirmação de identidade.